A comunidade internacional observa com atenção enquanto o número de mortos aumenta e a retórica política se intensifica.
As manifestações, que duram há mais de 13 dias consecutivos, alastraram-se a todas as 31 províncias do país, constituindo um dos maiores desafios ao governo nos últimos anos.
Organizações de direitos humanos relatam pelo menos 51 mortos, incluindo nove crianças, e centenas de feridos, além de mais de dois mil detidos. Em resposta, o regime impôs um "apagão" da Internet e cortou as comunicações telefónicas para impedir a organização de protestos e a divulgação de imagens da repressão.
A situação atraiu a atenção internacional, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a afirmar que "o Irão tem grandes problemas" e a ameaçar o regime com "consequências severas" caso a violência contra os manifestantes continue. O Líder Supremo, Ali Khamenei, acusou os manifestantes de "satisfazerem o presidente dos EUA" e de serem "mercenários ao serviço de forças estrangeiras".
Por outro lado, Reza Pahlavi, filho do último Xá, apelou diretamente a Trump por uma "ação" no Irão para apoiar a luta pela "liberdade" do povo iraniano.














