Esta ação é vista tanto como uma tática militar como uma poderosa mensagem de intimidação à Ucrânia e aos seus aliados ocidentais.
O ataque com o míssil Oreshnik, que segundo a Rússia é imparável e capaz de atingir velocidades de 13.000 km/h, ocorreu na madrugada de sexta-feira, visando a cidade de Lviv, perto da fronteira com a Polónia. Moscovo justificou a ofensiva como uma retaliação a um alegado ataque ucraniano a uma residência oficial de Vladimir Putin. Além de Lviv, a capital Kiev também foi alvo de um ataque massivo com drones e mísseis, que resultou na morte de quatro pessoas, incluindo um socorrista, e deixou várias zonas sem água e eletricidade. Em resposta, a Ucrânia lançou um contra-ataque que deixou mais de 500 mil pessoas sem eletricidade na região russa de Belgorod.
O uso da arma avançada gerou condenação internacional.
A Europa denunciou a escalada, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente os ataques russos contra infraestruturas civis.
Em paralelo, o Reino Unido anunciou a mobilização de 230 milhões de euros para preparar uma futura força de paz multinacional para a Ucrânia, caso seja alcançado um cessar-fogo.














