Durante o fim de semana, centenas de doentes aguardavam a primeira observação nas urgências, com tempos de espera a ultrapassarem as nove horas em hospitais como o Amadora-Sintra. A situação foi agravada pela falta de ambulâncias do INEM, com o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar a denunciar que todas as seis ambulâncias de emergência médica do Algarve estiveram paradas por falta de profissionais. A Associação de Proteção Civil (APROSOC) criticou a justificação da falta de macas para os longos tempos de espera, apontando antes para a “insuficiência de recursos humanos e de equipamentos de diagnóstico”. Em resposta à crise, a Liga dos Bombeiros anunciou a criação de uma “task force” de ambulâncias, posicionada em Lisboa, para reforçar a capacidade de socorro.

No entanto, a medida foi questionada por colocar os meios de reforço longe das zonas mais críticas, como a Margem Sul.

A crise surge num contexto em que o governo de Montenegro é acusado de ter atrasado a compra de ambulâncias prevista pelo executivo anterior, adquirindo menos 37 veículos do que o planeado.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu que a situação é “muito crítica”, coincidindo com o pico da gripe.