O procurador-geral do Irão emitiu um aviso severo, declarando que qualquer pessoa que participe nas manifestações será considerada “inimiga de Deus”, uma acusação punível com a pena de morte. A contestação, que já dura há duas semanas, resultou na morte de pelo menos 50 a 65 manifestantes e na detenção de mais de 2.300 pessoas, segundo organizações de direitos humanos. Apesar das ameaças e da repressão, que incluiu o incêndio de uma mesquita em Teerão, os protestos não abrandaram.
O regime cortou o acesso à internet e às linhas telefónicas para dificultar a organização e a divulgação de informação.
O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou apoio aos manifestantes, afirmando que o seu país está “pronto para ajudar” e avisou Teerão contra o uso de força letal.
Numa outra frente, o opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, exortou os manifestantes a “prepararem-se para tomar” os centros das cidades e a iniciarem uma greve geral.
Pahlavi aplaudiu o ato simbólico de um manifestante que substituiu a bandeira da República Islâmica na embaixada em Londres pela bandeira anterior à revolução de 1979.
A comunidade internacional acompanha com preocupação a escalada de violência, enquanto cineastas iranianos como Jafar Panahi denunciam a “repressão flagrante” do regime.














