Este desenvolvimento marca um ponto de viragem significativo na prolongada disputa tecnológica e comercial entre as duas maiores economias mundiais.

O acordo, alcançado após uma quarta ronda de negociações comerciais em Madrid, estipula que a filial do TikTok nos EUA passará a ter propriedade norte-americana, abordando as preocupações de segurança nacional levantadas por Washington sobre o potencial acesso do governo chinês aos dados de milhões de utilizadores americanos.

O Presidente Donald Trump, que anteriormente tinha sido um crítico veemente da aplicação e estabelecido múltiplos prazos para a sua venda ou proibição, anunciou o consenso na sua rede social Truth Social: “Também foi fechado um acordo sobre uma ‘certa’ empresa que os jovens do nosso país querem realmente manter.

Eles ficarão muito felizes”.

A Casa Branca prolongou o prazo para a venda até 16 de dezembro, a quarta vez que a decisão é adiada. A mudança de postura de Trump é notável, uma vez que, após ter criticado a plataforma durante o seu primeiro mandato, passou a utilizá-la na campanha eleitoral para se aproximar do eleitorado jovem. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou que “a estrutura visa ter um dono sob propriedade americana”, enquanto o vice-ministro do Comércio chinês, Li Chenggang, afirmou que o consenso serve o “interesse mútuo” de ambos os países. A imprensa estatal chinesa, através do Diário do Povo, reiterou que o pacto se baseia na “cooperação mutuamente benéfica” e exortou Washington a garantir “um ambiente de negócios aberto, justo e não discriminatório” para as empresas chinesas.

O acordo final deverá ser selado numa conversa telefónica entre o Presidente Trump e o seu homólogo chinês, Xi Jinping.