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Lula e Trump abordam cooperação contra o crime e negociações comerciais em chamada telefónica

Numa conversa telefónica de 40 minutos, os presidentes do Brasil, Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram temas cruciais para a agenda bilateral, focando-se na urgência de combater o crime organizado e na remoção de barreiras comerciais.
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O Presidente brasileiro, Lula da Silva, e o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, realizaram uma conversa telefónica que durou 40 minutos, na qual abordaram temas das agendas comercial, económica e de segurança.

Os dois líderes concordaram em voltar a conversar em breve para dar seguimento aos assuntos discutidos.

Um dos pontos centrais da conversa foi o combate ao crime organizado.

Lula da Silva sublinhou a "urgência em reforçar a cooperação" entre o Brasil e os Estados Unidos para enfrentar as organizações criminosas internacionais.

O chefe de Estado brasileiro mencionou operações recentes da Polícia Federal, como a realizada em agosto contra o Primeiro Comando Capital (PCC), destinadas a "asfixiar financeiramente" estas fações, que possuem ramificações no exterior.

Em resposta, o Presidente Trump, segundo a presidência brasileira, manifestou "total disposição em trabalhar junto com o Brasil" e garantiu que dará "todo o apoio a iniciativas conjuntas" para enfrentar estas organizações.

Na esfera comercial, Lula da Silva pediu a Donald Trump a retirada das restantes taxas aduaneiras impostas a produtos brasileiros.

O Presidente brasileiro considerou "muito positiva" a decisão norte-americana de 21 de novembro de retirar uma tarifa adicional de 40% sobre produtos como carne, café, cacau e frutas.

No entanto, frisou que "ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos" e que o Brasil "deseja avançar rápido nessas negociações".

As tarifas haviam sido impostas por Trump como retaliação pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do líder norte-americano.

Inicialmente de 10%, a taxa foi aumentada em 40%, totalizando 50%. A presidência brasileira não informou se a prisão de Bolsonaro foi tema da conversa.

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