O Irónico Naufrágio: Moliceiro Afunda no Dia do Reconhecimento da UNESCO



Um barco moliceiro, propriedade de um particular, afundou-se durante a madrugada de terça-feira no porto de abrigo do Clube de Vela da Costa Nova (CVCN), em Ílhavo, distrito de Aveiro.
O incidente, que não causou vítimas, deveu-se às severas condições meteorológicas que afetaram a região, provocadas pela depressão Bram.
Segundo o presidente do CVCN, Paulo Ramalheira, a combinação de vento forte do quadrante sudoeste, a maré vazante e a chuva intensa fez com que a embarcação, que estava ancorada temporariamente no local, se enchesse de água e submergisse por completo.
O barco ficou preso entre o fundo e o pontão quebra-mar.
O distrito de Aveiro encontrava-se sob aviso amarelo emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) devido à previsão de forte agitação marítima, com ondas de quatro a cinco metros.
Apesar de estar totalmente submerso, a embarcação não aparentava ter sofrido danos estruturais.
O clube, que partilhou imagens do sucedido nas redes sociais, planeava aproveitar a maré enchente da parte da tarde para tentar retirar o moliceiro e colocá-lo novamente a flutuar.
O naufrágio ocorreu, ironicamente, no mesmo dia em que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) anunciou a inscrição da arte da carpintaria naval dos barcos moliceiros na Lista de Património Imaterial em Necessidade de Salvaguarda Urgente. A decisão foi tomada durante a 20.ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, a decorrer em Nova Deli, na Índia.






