Como um dos garantes do atual cessar-fogo, Ancara posiciona-se para desempenhar um papel ativo na manutenção da paz na região.

Fontes oficiais turcas confirmaram que o país está "em contacto com homólogos" sobre a sua participação na missão.

Segundo um responsável, "foi criado um centro de coordenação militar/civil visando estabelecer uma força operacional em Gaza". A força internacional teria um mandato abrangente, incluindo "patrulhas de segurança, proteção de infraestruturas civis, ajuda humanitária, segurança de fronteiras, formação de forças de segurança locais e controlo do cessar-fogo".

O nível exato da participação turca ainda "está por decidir", mas a simples consideração já é um passo significativo.

A legitimidade da Turquia para este papel é reforçada pelo seu estatuto de mediador e garante do cessar-fogo, juntamente com os Estados Unidos, o Qatar e o Egito, uma posição reconhecida pelo próprio Hamas.

O movimento palestiniano apelou a estes mediadores para que assumam as suas responsabilidades perante a recente escalada de violência.

Questionado sobre uma possível objeção de Israel à presença militar turca, o responsável turco mostrou-se confiante, afirmando: "Existe um acordo [de cessar-fogo] e a Turquia é um dos promotores". A potencial inclusão da Turquia, um membro da NATO com um exército poderoso e influência regional, numa missão de paz em Gaza introduziria um novo ator no complexo cenário de segurança, com implicações tanto para Israel como para as facções palestinianas.