A ofensiva militar em grande escala lançada por Israel em retaliação aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 resultou num número de mortos superior a 68.000, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas. A recente vaga de bombardeamentos, que durou cerca de 12 horas, acrescentou pelo menos 104 mortos confirmados, dos quais 46 eram crianças, e 253 feridos, incluindo 78 crianças. Os ataques atingiram áreas densamente povoadas, como uma habitação na cidade de Gaza, o campo de refugiados Al Shati e uma escola que servia de abrigo no norte do enclave. Além dos civis, os profissionais de comunicação social também têm sido vítimas. A morte do jornalista Muhamad al-Muniraui elevou para 256 o número de repórteres mortos em Gaza, levando o gabinete de imprensa local a condenar os "ataques sistemáticos e os assassínios de jornalistas".

A violência não se limita a Gaza.

Na Cisjordânia, mais de mil palestinianos morreram desde o início da guerra em Gaza, em episódios de violência envolvendo militares e colonos radicais israelitas, de acordo com números da ONU. Esta contagem contínua de vítimas civis em ambas as frentes do conflito evidencia o impacto desproporcional da guerra sobre a população palestiniana e a dificuldade em proteger vidas inocentes no meio das hostilidades.