A crise da habitação é o tema central e unificador nas campanhas para as eleições autárquicas de 2025, com candidatos de todo o espectro político a apresentarem propostas concretas para responder à escassez de oferta e aos preços elevados em diversos municípios do país. De norte a sul, a dificuldade em encontrar uma casa a preços acessíveis tornou-se a principal preocupação dos eleitores, obrigando os candidatos a detalharem as suas estratégias para fixar população, especialmente os mais jovens. Em concelhos como Nazaré e Alcobaça, todos os principais partidos (PS, PSD, CDU, BE, Chega e IL) apresentaram planos que incluem a construção de habitação a custos controlados, a promoção de cooperativas de habitação, a reabilitação de imóveis devolutos e a criação de programas de arrendamento acessível. Em São João da Madeira, o Bloco de Esquerda denunciou a existência de 900 casas devolutas, propondo um programa de “Reabilitar para Arrendar”.
Em Aveiro, a crise habitacional domina o debate entre os candidatos, incluindo os irmãos Alberto e Luís Souto, que concorrem por PS e PSD/CDS/PPM, respetivamente. No Porto, os candidatos concordam com o diagnóstico da crise, mas divergem nas soluções, que vão desde a construção pública à regulação do Alojamento Local.
A mesma tónica verifica-se em Viana do Castelo, Vila do Conde, Vieira do Minho e Sintra, onde a habitação é consistentemente apontada como uma prioridade.
Esta convergência temática demonstra a dimensão nacional de um problema local, refletindo a pressão que os cidadãos sentem no seu dia a dia e a exigência de respostas urgentes por parte do poder local.
Em resumoA crise da habitação transcendeu o debate nacional para se tornar o campo de batalha central das eleições autárquicas de 2025. A unanimidade no diagnóstico contrasta com a diversidade de soluções propostas, que vão desde a construção pública e cooperativa à regulação do mercado, refletindo a urgência sentida em todo o território.