A medida reconhece que a crise habitacional não se esgota na escassez de oferta ou nos preços elevados, mas também nas dificuldades de acesso a capital. Ao dialogar com a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o executivo procura estimular a criação de soluções de crédito mais flexíveis que possam responder às necessidades de um mercado em constante mutação. Esta abordagem visa atuar em duas frentes: apoiar as famílias que, apesar de terem rendimentos, enfrentam dificuldades em cumprir os critérios rigorosos dos bancos para a concessão de crédito à habitação; e, simultaneamente, facilitar o financiamento a promotores e construtores, incentivando assim o aumento da oferta de novas casas. Miguel Pinto Luz enquadrou esta negociação numa estratégia mais vasta, adiantando que o Governo está a finalizar outras medidas, como a regulação da mediação imobiliária, a criação de um fundo de emergência habitacional e a revisão do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), demonstrando uma abordagem contínua e multifacetada para resolver a crise.