As intervenções de líderes partidários refletem a crescente urgência do tema na agenda pública e a sua instrumentalização na luta política.
Durante a abertura de uma reunião do Conselho Nacional da Iniciativa Liberal (IL), a presidente do partido, Mariana Leitão, criticou duramente o Orçamento do Estado para 2026, acusando o Governo de não ter "coragem para mudar o país".
No seu discurso, apontou a crise da habitação como um dos problemas prementes que afetam os portugueses, a par dos baixos salários e das dificuldades no acesso à saúde.
Ao afirmar que há pessoas que "trabalham e são pobres", Leitão utilizou a questão da habitação para ilustrar as dificuldades económicas enfrentadas pela população e para atacar a alegada falta de soluções do executivo. A inclusão deste tema em discursos de relevo político, como o de uma líder partidária num órgão nacional, demonstra que a habitação transcendeu a esfera social e económica para se tornar um campo de batalha partidário.
A oposição utiliza a crise para questionar a eficácia das políticas governamentais e para se posicionar como alternativa, enquanto o Governo se vê pressionado a apresentar resultados num dos dossiês mais sensíveis e com maior impacto na vida dos cidadãos.













