Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), nos primeiros oito meses do ano, foram licenciados 27.295 fogos em construções novas, o que representa um crescimento homólogo de 23,1%. Este dinamismo é visível no anúncio de vários projetos imobiliários de gama alta. Exemplos disso são o “Naus Eco Village”, o primeiro condomínio de luxo do Barreiro, com preços que variam entre 490.000 e 1,8 milhões de euros; o projeto de reabilitação “Cristino 1932”, junto ao Saldanha em Lisboa, com 38 apartamentos; e o condomínio “Jardim de Ourique”, também na capital, com preços que podem atingir os 979.000 euros.
Embora estes projetos demonstrem a atratividade do mercado imobiliário português para o investimento, o seu foco no segmento de luxo evidencia um desfasamento entre a oferta que está a ser criada e a procura por habitação acessível por parte da maioria da população, um dos problemas centrais da atual crise.














