As ações da Alphabet subiram significativamente após notícias de que a Meta estaria a considerar usar os chips de IA da Google, desafiando o domínio da Nvidia. Este impulso beneficiou diretamente os fornecedores da Google.

A Broadcom, que desenvolve chips de alta performance (ASICs) em parceria com a Google desde 2016, viu as suas ações dispararem 11,1%.

Outros fornecedores, como a Lumentum e a Celestica, registaram subidas de 17,1% e 15,1%, respetivamente.

Analistas como Ben Reitzes, da Melius Research, salientam que a aposta antecipada da Google no seu chip personalizado, o TPU, está a "gerar resultados positivos". O analista da Mizuho, Jordan Klein, acredita que a valorização da Google pode continuar, beneficiando toda a sua cadeia de fornecedores, dada a boa aceitação do seu novo modelo de IA, Gemini 3. Este sucesso financeiro teve um impacto direto na fortuna de Sergey Brin, que ultrapassou Larry Ellison, da Oracle, tornando-se a terceira pessoa mais rica do mundo, logo atrás do seu parceiro e cofundador, Larry Page.

A subida das ações da Alphabet em mais de 75% desde agosto evidencia a enorme influência que os avanços em IA estão a ter na avaliação das grandes tecnológicas e no equilíbrio de poder no setor.