A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu que a situação era "muito preocupante" e que a solução que lhe tinha sido garantida foi "desfeita sem sequer compreender porquê", reconhecendo a dependência excessiva do SNS em relação aos médicos tarefeiros.
Em resposta à crise, o Governo anunciou a intenção de criar, a curto prazo, uma urgência regional de obstetrícia, concentrando os recursos no Hospital Garcia de Orta, que passaria a funcionar em permanência, enquanto o Hospital de Setúbal receberia apenas casos referenciados. A ministra revelou ainda que, dos sete médicos anunciados para reforçar o Garcia de Orta, apenas dois aceitaram, e que seriam necessários mais 30 especialistas para manter as urgências de Almada e Setúbal a funcionar plenamente. A longo prazo, está previsto o lançamento de um concurso em 2026 para um Centro Materno-Infantil na Península de Setúbal, a ser construído no perímetro do hospital de Almada. A situação expôs a fragilidade do SNS na região e a dificuldade em fixar profissionais de saúde, um problema que o Governo promete enfrentar com nova legislação até ao final do ano para regular a contratação à tarefa e incentivar a permanência no serviço público.














