No campo de batalha, a Rússia intensificou a sua ofensiva, reivindicando a captura de cidades estratégicas e alcançando em novembro o maior avanço territorial do último ano, aumentando a pressão militar sobre a Ucrânia num momento crítico para as negociações de paz. O Ministério da Defesa russo anunciou a captura total da cidade de Pokrovsk, na região de Donetsk, um importante centro logístico para as forças ucranianas, e de Vovchansk, na região de Kharkiv. Embora Kiev negue a perda completa de Pokrovsk, afirmando que os combates continuam na zona urbana, o Presidente russo, Vladimir Putin, enalteceu as suas tropas, declarando que "a iniciativa está inteiramente nas mãos das nossas Forças Armadas".
Dados compilados indicam que, só em novembro, a Rússia capturou 701 quilómetros quadrados de território, o maior ganho mensal desde os primeiros meses da guerra, elevando a área total ocupada para 19,3% da Ucrânia.
Estes avanços ocorrem em paralelo com uma intensificação dos ataques aéreos.
Em novembro, a Rússia lançou 5.660 mísseis e drones contra a Ucrânia, um aumento de 2% em relação a outubro, visando sistematicamente a rede energética do país pelo quarto inverno consecutivo.
Estes desenvolvimentos no terreno reforçam a posição negocial de Moscovo, que procura consolidar os seus ganhos militares como factos consumados numa eventual resolução do conflito.
Em resumoA Rússia demonstrou uma renovada dinâmica ofensiva em novembro, reivindicando a captura de cidades-chave como Pokrovsk e alcançando o seu maior avanço territorial de 2025. Esta pressão militar, combinada com ataques contínuos à infraestrutura energética, visa enfraquecer a posição da Ucrânia tanto no campo de batalha como na mesa de negociações.