A decisão, formalizada através de um decreto emitido pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, põe fim a pactos que datam do final da Guerra Fria e do período pós-soviético.

Os acordos em causa incluem um tratado com Portugal para a cooperação militar assinado em 2000, um pacto com o Canadá de 1994 e um acordo com a França de 1993.

A justificação oficial do Kremlin, citada pela agência de notícias TASS, refere que estes acordos já não são relevantes no contexto atual.

Esta ação é amplamente interpretada como uma retaliação diplomática pelo forte apoio que estes países têm prestado à Ucrânia desde a invasão russa em 2022.

Embora os acordos tivessem, na prática, uma aplicação limitada nos últimos anos, a sua anulação formal representa um passo deliberado de Moscovo para desmantelar as estruturas de cooperação em matéria de segurança que foram construídas ao longo de décadas com o Ocidente. O ato sublinha a crescente hostilidade da Rússia para com os membros da NATO e a sua intenção de solidificar o seu isolamento das arquiteturas de segurança euro-atlânticas.