A Rússia enfrenta uma crescente condenação internacional pelas suas ações relativas a crianças ucranianas em territórios ocupados, com o Conselho da Europa a acusar Moscovo de cometer "crimes de guerra evidentes" através de um processo sistemático de "russificação". A enviada especial do Conselho da Europa sobre a situação das crianças na Ucrânia, Thórdís Gylfadóttir, denunciou o sequestro de menores ucranianos e a sua submissão a processos destinados a apagar a sua identidade nacional.
Esta acusação foi ecoada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que aprovou uma resolução com 91 votos a favor, exigindo que a Rússia "garanta o regresso imediato, seguro e incondicional das crianças que foram deportadas ou levadas à força" para território russo.
A prática, que segundo as acusações visa incutir uma identidade russa nas crianças, é vista como uma grave violação do direito internacional humanitário e um dos aspetos mais chocantes do conflito.
A comunidade internacional tem vindo a pressionar Moscovo para que cesse estas ações e permita o regresso seguro das crianças às suas famílias e ao seu país de origem. Estas denúncias reforçam os processos legais contra a Rússia e servem de base para futuras acusações de crimes de guerra em tribunais internacionais.
Em resumoA comunidade internacional, liderada pelo Conselho da Europa e pela ONU, condenou veementemente a prática russa de deportar e "russificar" crianças ucranianas. Estas ações foram classificadas como crimes de guerra, e foi exigido o regresso imediato e incondicional dos menores, aumentando a pressão legal e moral sobre o Kremlin.