Sarmento mostrou-se confiante de que será possível chegar a um acordo no próximo Conselho Europeu, destacando que a solução "não exige a unanimidade dos 27".

A Portugal caberia fornecer garantias orçamentais de cerca de três mil milhões de euros para este mecanismo.

A posição portuguesa contribuiu para a deterioração das relações com a Rússia.

A embaixada russa em Lisboa justificou a rescisão do acordo militar de 2000, afirmando que "foi Portugal que deu início ao processo de rutura de laços". O adido de imprensa, Aleksei Chekmarev, declarou que as "ações hostis das autoridades portuguesas paralisaram todo o sistema" das relações bilaterais, que se encontram "no nível mais baixo da sua história contemporânea".

A Rússia revogou simultaneamente acordos semelhantes com a França e o Canadá.

Este episódio ilustra as consequências diplomáticas diretas para os países europeus que apoiam medidas financeiras mais duras contra o Kremlin, num momento em que a UE procura formas inovadoras de garantir o financiamento a longo prazo para a Ucrânia.