A decisão, confirmada oficialmente pelo clube, surge numa altura em que a equipa se encontra numa posição delicada na tabela classificativa da Segunda Liga.

A chicotada psicológica no Paços de Ferreira era um cenário cada vez mais provável, dadas as exibições e os resultados recentes da equipa.

A direção do clube oficializou a rescisão contratual com Filipe Cândido, de 46 anos, que não resistiu ao mau início de temporada. A equipa pacense, que na época anterior conseguiu a manutenção no play-off, ocupa agora o 17.º e penúltimo lugar da classificação, em posição de despromoção direta, com apenas duas vitórias em treze jogos disputados e um total de 12 pontos.

A derrota por 2-0 na deslocação a Chaves foi o último jogo do técnico no comando dos "castores". A SDUQ do clube informou em comunicado que a cessação dos contratos de trabalho foi antecipada e abrangeu toda a equipa técnica liderada por Cândido. Para o seu lugar, avança, de forma interina, Marco Paiva, atual coordenador da formação do clube, que terá a difícil tarefa de inverter o ciclo negativo e retirar a equipa dos lugares de perigo. Esta mudança reflete a urgência e a pressão sentidas pela administração do Paços de Ferreira, um clube com historial de primeira liga que vê o seu futuro no futebol profissional ameaçado. A aposta numa solução interna, ainda que temporária, pode indicar uma tentativa de reestruturação com base em valores do clube, enquanto se procura um sucessor permanente capaz de garantir a permanência na Segunda Liga.