Apesar de uma ligeira melhoria na perceção de eficácia, a burocracia e a morosidade da justiça tributária permanecem como entraves significativos à competitividade.
O estudo anual da Deloitte revela que 93% dos participantes classificam o sistema fiscal como complexo e 62% como ineficaz.
No entanto, regista-se uma inversão do sentimento negativo dos anos anteriores, com 33% das empresas a reconhecerem agora eficácia no sistema, um valor ainda assim “distante dos níveis mais favoráveis de 2019 a 2021”. Juntamente com o funcionamento da justiça, o sistema fiscal é apontado como um dos maiores entraves ao investimento em Portugal. A simplificação burocrática surge como a área mais sensível para captar e manter investimento, seguida pela necessidade de um funcionamento mais célere dos tribunais tributários. Segundo Luís Belo, Partner e Tax Leader da Deloitte, estes resultados reforçam “a importância de apostar na simplificação administrativa, no funcionamento célere da justiça tributária e numa maior previsibilidade da lei fiscal, pilares essenciais para melhorar a competitividade e atrair investimento”. As empresas mostram-se, contudo, convictas de que a política fiscal do Governo pode impulsionar a competitividade, sendo a redução da taxa de IRC uma das medidas mais valorizadas.














