Para valores superiores a 100 euros, os contribuintes poderão optar por pagar em duas prestações, em fevereiro e outubro.

O Governo assegurou que não haverá qualquer aumento do imposto e que a medida visa simplificar o processo e "aliviar o esforço financeiro, especialmente para famílias com mais do que um veículo".

Está ainda prevista uma norma transitória para evitar a proximidade de pagamentos para quem liquidou o IUC no final de 2025.

No entanto, a reforma foi recebida com críticas.

O Grupo de Ação Motociclista (GAM) emitiu um manifesto onde argumenta que a concentração dos pagamentos "vem agravar ainda mais o esforço financeiro dos contribuintes com mais do que um veículo". O GAM considera a justificação do Governo — evitar esquecimentos — pouco sólida, dado que já existem mecanismos de alerta. A associação teme também que a medida prejudique o mercado de veículos usados e levante a suspeita de que possa eliminar a "isenção técnica" para motociclos com IUC inferior a 10 euros.