O Governo avançou com a contratação de mais de 290 mediadores culturais e linguísticos para apoiar a integração de alunos estrangeiros nas escolas portuguesas. A medida, elogiada como um passo importante para uma escola mais inclusiva, visa responder ao crescente número de estudantes de outras nacionalidades no sistema de ensino. Com o número de alunos estrangeiros no ensino básico e secundário a aumentar de 57.000 em 2018/19 para 157.000 no último ano letivo, a necessidade de um apoio direcionado tornou-se crítica. A iniciativa, liderada pelo Ministro Fernando Alexandre, consiste na colocação de mediadores em agrupamentos de escolas com pelo menos 10 alunos estrangeiros.
Segundo as notícias, foram contratados 290 mediadores, estando ainda por preencher 17 horários, ultrapassando os 287 do ano anterior.
Um artigo de opinião elogia a medida como uma "indiscutível medida de promoção da inclusão" e um "grande apoio à integração dos estudantes estrangeiros".
No entanto, o mesmo texto aponta uma falha processual: os contratos do ano anterior não foram renovados, obrigando a um novo processo de contratação que resultou no início do ano letivo sem estes profissionais essenciais. Tal evidencia um desafio burocrático que compromete a continuidade e eficácia do programa.
A medida representa uma abordagem prática para fomentar um ambiente escolar multicultural e acolhedor, ajudando os alunos a superar barreiras linguísticas e culturais para alcançarem o sucesso académico e social.
Em resumoA contratação de mais de 290 mediadores culturais e linguísticos reflete um esforço para adaptar as escolas portuguesas à crescente diversidade de alunos. Apesar de elogiada como uma medida inclusiva essencial, a sua implementação enfrentou entraves burocráticos que atrasaram a colocação destes profissionais no início do ano letivo.