Esta nova política insere-se numa reestruturação mais ampla do sistema de bolsas, que pretende torná-lo mais justo e eficaz.

De acordo com a proposta, os agregados familiares com rendimentos abaixo do limiar da pobreza serão considerados como não tendo capacidade contributiva, o que garantirá ao estudante a atribuição automática da bolsa máxima, acrescida do novo apoio extra no primeiro ano de faculdade. Um dos aspetos mais inovadores da reforma é a intenção de ajustar o valor das bolsas ao custo real de estudar em diferentes concelhos do país.

O cálculo passará a considerar a diferença entre o custo de vida local e o rendimento que a família pode disponibilizar, reconhecendo que as despesas com alojamento e transportes variam drasticamente em Portugal. Esta abordagem personalizada visa combater as desigualdades geográficas e económicas que frequentemente forçam os estudantes de famílias com menos recursos a abandonar os estudos.

A implementação desta medida poderá ter um impacto significativo na redução das taxas de abandono no ensino superior e na democratização do acesso a cursos e instituições em todo o território nacional, alterando o perfil socioeconómico do corpo estudantil.