A iniciativa, liderada pelo Presidente Donald Trump, visa restaurar a segurança e dar início à reconstrução do enclave palestiniano após dois anos de conflito.

A resolução foi aprovada com 13 votos a favor e as abstenções da China e da Rússia, estabelecendo um "Conselho de Paz" como uma "administração da governação de transição" em Gaza, que será presidido pelo próprio Donald Trump. Este conselho fica autorizado a criar uma Força Internacional de Estabilização temporária, com um mandato previsto até ao final de 2027.

Os objetivos declarados são garantir o acesso humanitário, iniciar um processo de reconstrução e reforma institucional, e desarmar grupos armados.

Donald Trump celebrou a votação como uma das "maiores aprovações das Nações Unidas", afirmando que a sua proposta "levará a uma maior paz em todo o mundo".

No entanto, o plano enfrenta forte oposição do Hamas, que o rejeita por considerar que ignora os direitos palestinianos.

A abstenção da Rússia foi analisada por comentadores como uma jogada calculada.

Sónia Sénica acredita que Moscovo "quis contrariar um regresso da influência norte-americana à região do Médio Oriente", enquanto Jorge Botelho Moniz sugere que a Rússia "poderá pedir algo em troca num outro conflito". Francisco Pereira Coutinho defendeu que uma resolução alternativa russa "era melhor" por mencionar "mais especificamente um Estado palestiniano", uma possibilidade que a proposta norte-americana também refere, mas que gerou oposição israelita.