Outros interessados, como o grupo Lufthansa e o IAG, também manifestaram publicamente a sua intenção de concorrer.

Paralelamente, o Ministério Público conduziu buscas relacionadas com a privatização de 2015, que levaram à constituição de quatro arguidos: o empresário Humberto Pedrosa, o seu filho David Pedrosa, e duas empresas.

As suspeitas centram-se na possibilidade de os compradores terem utilizado dinheiro da própria companhia para a sua aquisição.

O antigo gestor, Fernando Pinto, é suspeito de ter beneficiado o consórcio Atlantic Gateway e de ter recebido dois milhões de euros.

Em resposta às buscas, Humberto Pedrosa afirmou estar "tranquilo" e que "quem não deve, nada teme", sublinhando que o seu envolvimento foi "sempre pautado pela correção e legalidade".

A notícia surge num momento em que a TAP apresenta resultados financeiros positivos, com um lucro de 55,2 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, revertendo as perdas do primeiro semestre. A coincidência das buscas com o processo de privatização em curso gerou debate, com o candidato presidencial Cotrim Figueiredo a considerar que a investigação mostra que a atual privatização "já devia ter sido feita".