A cimeira ocorre num contexto de receio em Seul sobre possíveis alterações na aliança de segurança de longa data com os Estados Unidos. A reunião entre os dois líderes surge na sequência de um acordo comercial celebrado em julho, no qual Washington aceitou reduzir as tarifas sobre produtos sul-coreanos, incluindo automóveis, a principal exportação do país para os EUA.

Em contrapartida, Seul comprometeu-se a realizar avultados investimentos em energia e noutros setores nos Estados Unidos.

A agenda da cimeira prevê a discussão da estrutura e gestão deste pacote de investimento, bem como a expansão da cooperação em áreas estratégicas como semicondutores, baterias e construção naval.

No entanto, a principal preocupação do governo sul-coreano reside na política de defesa da administração Trump. Há receios em Seul de que Trump possa alterar a aliança de décadas, exigindo pagamentos mais elevados pela presença dos 28.500 militares norte-americanos no país e ponderando mesmo uma redução do contingente. Esta abordagem insere-se na estratégia de Trump de exigir que os aliados assumam maiores custos de defesa e reduzam a sua dependência de Washington.

Os dois líderes irão também discutir o reforço da postura defensiva contra as ameaças crescentes da Coreia do Norte e o desenvolvimento de uma “aliança estratégica abrangente e orientada para o futuro”, num cenário geopolítico em constante mudança.