As relações entre os Estados Unidos e a Rússia deterioraram-se significativamente após a intrusão de drones russos no espaço aéreo da Polónia, provocando uma forte reação de Washington e um reafirmar do seu compromisso com a defesa coletiva da NATO. O incidente, que Varsóvia e Berlim consideraram um ato deliberado, levou os EUA a garantir que defenderão "cada centímetro do território da NATO". Numa reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, a embaixadora norte-americana, Dorothy Shea, afirmou que a violação, "intencional ou não -- demonstra um imenso desrespeito pelos esforços de boa-fé dos EUA para pôr fim a este conflito".
O próprio Presidente Donald Trump expressou a sua crescente frustração com o homólogo russo, afirmando que a sua paciência com Vladimir Putin está a "esgotar-se rapidamente".
Trump levantou a possibilidade de impor sanções adicionais visando "os bancos e também em relação ao petróleo" da Rússia, numa tentativa de paralisar a economia de guerra de Moscovo. No entanto, o presidente também moderou a sua posição ao defender que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, precisa de ser convencido a negociar, argumentando que "são precisos dois para dançar o tango".
Estas declarações surgem num contexto de estagnação das negociações de paz desde a cimeira entre Trump e Putin no Alasca, com a Rússia a intensificar a sua campanha de bombardeamentos na Ucrânia.
Em resumoA violação do espaço aéreo polaco por drones russos provocou uma resposta firme dos EUA, que prometeram defender os seus aliados da NATO e ameaçaram a Rússia com novas sanções económicas, sinalizando uma fase de crescente tensão e impaciência da administração Trump.