A proposta, que favorece significativamente as exigências russas, gerou uma intensa atividade diplomática e reações divididas a nível global.
O plano, elaborado sem a participação da Ucrânia, prevê concessões territoriais significativas, incluindo o reconhecimento da Crimeia, Lugansk e Donetsk como territórios russos de facto, e a criação de uma zona desmilitarizada em áreas do Donbass ainda controladas por Kiev.
Adicionalmente, impõe uma redução do exército ucraniano para 600.000 militares e a renúncia formal à adesão à NATO.
Em troca, a Ucrânia receberia garantias de segurança e acesso preferencial ao mercado da União Europeia.
O Presidente Trump confirmou o ultimato para que o plano seja aceite até ao Dia de Ação de Graças, a 27 de novembro, afirmando que se Kiev não o aceitar, "podem simplesmente continuar a lutar". Esta pressão colocou o Presidente Volodymyr Zelensky numa posição delicada, que descreveu como uma escolha entre "perder a sua dignidade ou correr o risco de perder um aliado fundamental".
Zelensky anunciou que irá propor alternativas, recusando-se a "trair a nação".
A Rússia, por sua vez, reagiu favoravelmente, com o Presidente Vladimir Putin a considerar que o plano pode "servir de base para uma solução definitiva". A União Europeia e Portugal criticaram a abordagem norte-americana por não ter envolvido a Ucrânia no processo de elaboração, com o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, a organizar uma reunião de líderes europeus para discutir a proposta.













