Numa conferência de imprensa, quando uma jornalista da ABC News questionou o príncipe sobre o crime, Trump interveio, repreendendo a repórter por "envergonhar o nosso convidado" e afirmando que bin Salman "não sabia de nada".

O presidente descreveu Khashoggi como "extremamente controverso", minimizando a gravidade do assassinato.

A visita culminou com o anúncio de que a Arábia Saudita aumentaria os seus investimentos nos EUA para quase um bilião de dólares e com a confirmação da venda dos avançados caças F-35, uma medida que Washington hesitara em tomar para não comprometer a "vantagem militar qualitativa" de Israel na região. Trump também anunciou que designaria a Arábia Saudita como um "importante aliado fora da NATO", um estatuto que facilita a cooperação militar e o acesso a equipamento de defesa norte-americano.

A receção sumptuosa e os acordos firmados demonstram a prioridade da administração em fortalecer os laços económicos e de segurança com Riade, colocando os direitos humanos em segundo plano.