Carolina Torres foi vista pela última vez a 9 de outubro em Almada.
O seu desaparecimento desencadeou uma intensa campanha nas redes sociais, liderada pela sua mãe, Cristiana Gaspar, que partilhava apelos desesperados.
A jovem tinha um historial clínico delicado, tendo sido diagnosticada com perturbação borderline e acompanhada em psiquiatria devido a comportamentos autolesivos e instabilidade emocional.
Segundo relatos, a sua vida era marcada por conflitos familiares e consumo de drogas, tendo chegado a viver na rua. A 16 de novembro, um corpo em “elevado estado de decomposição” deu à costa na praia da Leirosa, na Figueira da Foz, a quase 200 quilómetros de onde desaparecera.
A identificação foi inicialmente dificultada, mas as tatuagens e, posteriormente, exames laboratoriais complexos confirmaram tratar-se de Carolina.
A notícia da sua morte foi partilhada pelos pais nas redes sociais, gerando uma onda de pesar.
A mãe escreveu: “Hoje uma parte de mim morreu.
A minha filha, a minha Carolina… já não está neste mundo”.
O pai, Sérgio Torres, publicou uma mensagem emotiva: “Adeus filha.
Desculpa não ter conseguido ser o melhor”.
Figuras públicas, como a cantora Blaya e o influenciador Kiko is Hot, também reagiram publicamente, lamentando a perda e questionando a falta de apoio a jovens em situações vulneráveis.
A Polícia Judiciária continua a investigar as causas da morte, mas o caso já se tornou um símbolo da forma como as tragédias pessoais são amplificadas e vividas coletivamente na era digital.














