
35.400 hectares de terrenos agrícolas queimados em Espanha



O ministro da Agricultura de Espanha, Luis Planas, anunciou numa audição no Senado que os incêndios deste verão já consumiram um total de 35.400 hectares de terrenos agrícolas.
O ministro insistiu que todos os números são provisórios, uma vez que alguns fogos continuam ativos.
Segundo os dados apresentados, a área ardida inclui 25.800 hectares de terras aráveis, quase 5.500 hectares de produções de fruta e 2.180 hectares de vinhas.
O impacto nos olivais, no entanto, "parece muito limitado".
Em resposta à situação, o governo espanhol prometeu ajuda aos agricultores afetados.
Luis Planas afirmou que existe a "possibilidade de continuarem a ser recebidas as ajudas" dos fundos europeus da Política Agrícola Comum (PAC), invocando uma "situação de força maior".
O ministro acrescentou que já comunicou formalmente o impacto dos fogos à Comissão Europeia para que, após a extinção dos incêndios, se possa fazer um balanço dos danos e mobilizar os apoios necessários.
Esta onda de incêndios, que afeta o norte e oeste do país desde 8 de agosto, é considerada a maior desde que existem registos em Espanha e na Europa.
No total, os fogos já queimaram 400 mil hectares em Espanha este ano, um recorde anual segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), e causaram a morte a quatro pessoas.
O governo declarou zonas de catástrofe as áreas afetadas por 113 grandes incêndios nos últimos dois meses.
A gestão dos incêndios gerou um debate político, levando à audição de quatro ministros no Senado a pedido do Partido Popular (PP).
O PP, que governa as três regiões autónomas mais atingidas (Galiza, Castela e Leão e Extremadura), acusou o governo central de demora na mobilização de meios. O executivo liderado por Pedro Sánchez rejeitou as críticas, garantindo que se antecipou aos pedidos de ajuda e que facilitou a chegada de meios de 10 países europeus.
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