
A marcação de Montenegro ao Chega



A classe política portuguesa envolveu-se num aceso debate na sequência dos incêndios que afetaram o país.
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, tem estado no centro das atenções, defendendo a atuação do seu executivo e recusando quaisquer falhas.
Montenegro garante que o Governo esteve “ao leme” durante a crise, numa tentativa de apagar a imagem de um governante “alheado” do problema, que surgiu após a Festa do Pontal.
Do lado da oposição, a resposta à crise tem sido marcada por disputas internas pela liderança. José Luís Carneiro é descrito como tendo perdido a voz na liderança da oposição, enquanto ele e André Ventura disputam o protagonismo.
Em simultâneo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é criticado pelas suas intervenções, sendo acusado de falar “demais” em locais como Castelo de Vide e de praticar “piromania política” ao enviar recados ao Governo. O debate parlamentar sobre a situação foi alvo de duras críticas em artigos de opinião e editoriais.
David Pontes considera o debate “dispensável”, enquanto Manuel Carvalho lamenta a incapacidade do Parlamento para discutir com “serenidade, razão e conhecimento” temas de importância nacional, como a gestão da floresta.
A discussão política é, assim, retratada como um “lume brando” que se seguiu ao fogo real, focado mais em manobras políticas do que em soluções concretas.
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