Advogado de José Sócrates está internado e julgamento da Operação Marquês pode ser novamente adiado



José Preto, o novo advogado de defesa do antigo primeiro-ministro José Sócrates, comunicou ao tribunal que se encontra internado desde 27 de dezembro no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a problemas respiratórios, não tendo previsão de alta. Esta situação pode levar ao adiamento da sessão do julgamento da Operação Marquês, que estava agendada para recomeçar na terça-feira, dia 6 de janeiro, após uma interrupção de quase dois meses. O requerimento foi enviado à juíza Susana Seca, responsável pelo caso, com data de 3 de janeiro, e deu entrada no processo na segunda-feira.
No documento, o advogado informa sobre o seu internamento de urgência e, embora não peça formalmente o adiamento, sugere a sua impossibilidade de comparecer, referindo que mesmo após a alta hospitalar poderá não ter condições imediatas para exercer as suas funções.
Segundo uma das fontes, o requerimento não continha um comprovativo da situação clínica.
Este potencial adiamento surge num momento em que os trabalhos judiciais estavam prestes a ser retomados.
O julgamento encontra-se suspenso desde novembro, na sequência da renúncia de Pedro Delille, advogado que defendeu Sócrates durante mais de uma década.
A sua saída levou à nomeação de um defensor oficioso, que foi posteriormente substituído por José Preto.
Até ao início da tarde de segunda-feira, a juíza Susana Seca ainda não tinha proferido um despacho sobre o assunto, estando a aguardar mais informações clínicas para tomar uma decisão. As opções da magistrada incluem o adiamento dos trabalhos ou a nomeação de um defensor oficioso para representar o arguido na sessão, de modo a não interromper novamente o processo.


















