Empresas portuguesas temem o impacto indireto da instabilidade na Venezuela



As associações empresariais portuguesas, como a AEP, manifestam preocupação com a crescente instabilidade na Venezuela, alertando que, embora o impacto direto seja limitado, a situação "não vai ajudar" num contexto de incerteza geopolítica global.
Atualmente, a exposição de Portugal ao mercado venezuelano é reduzida e as relações comerciais são consideradas praticamente inexistentes.
No entanto, este cenário contrasta com o passado, quando a Venezuela representava um mercado significativo para as exportações portuguesas, chegando a ser vista como um "El Dourado".
Mais de duas dezenas de empresas portuguesas investiram no país, mas a crise política e económica, juntamente com escândalos judiciais, levou a um arrefecimento drástico das relações e à saída de muitas dessas empresas nos últimos anos. Consequentemente, a Venezuela perdeu relevância no panorama comercial português, caindo de uma posição no top 20 para um peso residual.
Face à situação atual, as associações empresariais consideram que a imprevisibilidade é sempre prejudicial para a atividade económica.
A AEP sublinha que ainda é cedo para antecipar um possível reforço das exportações, mesmo num cenário de mudança de regime no país sul-americano. O principal receio reside nos possíveis efeitos indiretos e no aumento da instabilidade global, que afeta a confiança e o ambiente de negócios de forma geral.












