Militares da GNR reforçam controlo de fronteiras no Aeroporto de Lisboa



O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é reforçado a partir desta terça-feira com 24 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), uma medida de contingência do Governo para reduzir os elevados tempos de espera na zona das chegadas. Segundo o porta-voz da GNR, Carlos Canatário, os militares irão trabalhar em 'turnos flexíveis', organizados em equipas de dez elementos e um supervisor, e ficarão responsáveis pelo controlo da documentação dos passageiros. Os longos tempos de espera agravaram-se desde a entrada em funcionamento, a 12 de outubro, do novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que se aplica a cidadãos extracomunitários. Este sistema, que implica a recolha de dados biométricos como fotografias e impressões digitais, levou o Governo a criar uma 'task force' de emergência no final de outubro para gerir a crise.
Durante o período de Natal e Ano Novo, o aeroporto já tinha sido reforçado com 80 agentes da PSP para mitigar a situação. Paralelamente ao envio dos militares, o Governo decidiu suspender a aplicação do sistema EES no aeroporto de Lisboa por um período de três meses. Com esta interrupção, o controlo de passageiros de fora do espaço Schengen regressa ao método anterior, que envolve a leitura do passaporte e o carimbo manual.
A Comissão Europeia já informou que irá solicitar 'mais detalhes' a Portugal sobre esta suspensão.
Os 24 militares da GNR destacados possuem formação certificada em controlo de fronteiras e receberam formação complementar 'meramente administrativa' por parte da PSP, da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da ANA.
De momento, desconhece-se por quanto tempo este reforço permanecerá no aeroporto.
















