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Agricultores em França e Espanha bloqueiam estradas contra o acordo UE-Mercosul

Agricultores em França e Espanha intensificaram os protestos, bloqueando estradas e fronteiras com tratores em oposição ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, bem como a outras políticas agrícolas.
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Agricultores e criadores de gado em França e Espanha bloquearam diversas estradas esta sexta-feira, utilizando tratores para manifestar o seu descontentamento.

O principal alvo dos protestos é o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Em Espanha, os bloqueios concentraram-se principalmente na Catalunha, onde os manifestantes ameaçam uma paralisação por tempo indeterminado. Em França, as ações foram mais dispersas, afetando áreas cruciais como as fronteiras com a Bélgica e a Espanha, e os arredores de Paris.

Foram registados bloqueios nas autoestradas A63 e A64, que ligam Bordéus à fronteira espanhola, na A9 perto de Perpignan, e nas A2 e A27 em direção à Bélgica.

Além do acordo com o Mercosul, os agricultores franceses protestam contra o protocolo de crise da dermatose nodular contagiosa (DNC), uma doença que afeta o gado bovino e que, segundo o plano governamental, obriga ao abate de todos os animais de uma exploração onde seja detetado um caso. Na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França votará contra o acordo UE-Mercosul, embora esta posição possa não ser suficiente para impedir a sua aprovação, uma vez que não existe uma minoria de bloqueio.

As autoridades francesas chegaram a proibir o acesso de tratores a zonas sensíveis de Paris, como o Palácio do Eliseu e vários ministérios, depois de cerca de 100 tratores terem conseguido entrar na capital.

Estes protestos seguem-se a ações semelhantes em dezembro, incluindo uma grande manifestação em Bruxelas com mais de 5.000 agricultores, que levou ao adiamento da assinatura do acordo. Apesar da oposição, a formalização do entendimento, que foi cancelada em dezembro pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi reagendada para a próxima segunda-feira.

A nova data surge após representantes de Itália, França e Polónia terem, alegadamente, diminuído as suas reservas iniciais sobre o acordo.

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