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Agricultores europeus protestam contra o acordo comercial entre a UE e o Mercosul

A iminente assinatura de um acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul está a gerar uma onda de protestos por toda a Europa, com agricultores a manifestarem-se contra o que consideram uma ameaça ao setor.
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Milhares de agricultores em vários países europeus, incluindo Irlanda, Espanha, França, Alemanha e Grécia, estão a protestar contra o acordo de comércio livre entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. As manifestações mais recentes ocorreram em Athlone, na Irlanda, e em Ourense, Espanha, onde os agricultores utilizaram tratores para expressar o seu descontentamento.

Em Athlone, foram exibidos cartazes com as frases “Não ao Mercosul” e “Apoio à agricultura irlandesa”, um dia após a Comissão Europeia aprovar o acordo, ao qual o governo irlandês se opôs.

Em Espanha, cerca de 100 agricultores bloquearam a autoestrada A-52 em Trasmiras (Ourense) com veículos, paus, rolos de palha e pneus queimados, considerando o pacto prejudicial para o setor primário e para os consumidores.

Estes protestos não são casos isolados.

Durante a semana, ocorreram manifestações semelhantes em frente ao parlamento francês em Paris, em cidades espanholas como Tarragona e Santander, e em Bruxelas.

Na Alemanha, agricultores bloquearam estradas em vários pontos do país, incluindo acessos a Berlim, enquanto na Grécia se iniciou um bloqueio de 48 horas nas principais vias.

O acordo, descrito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Pablo Quirno, como “o mais ambicioso entre os dois blocos”, tem assinatura marcada para 17 de janeiro no Paraguai.

A sua implementação criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores.

O Brasil, uma potência agrícola e a maior economia do Mercosul, é um dos grandes entusiastas do tratado. A assinatura, inicialmente prevista para dezembro durante a cimeira do Mercosul no Brasil, foi adiada devido a “divisões europeias”.

O pacto comercial permitirá aos países europeus exportar mais veículos, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas para a América do Sul.

Em contrapartida, facilitará a entrada no mercado europeu de produtos sul-americanos como carne, açúcar, arroz, mel e soja, o que está na origem da contestação dos agricultores europeus.

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