Ambulâncias de reforço dos bombeiros foram acionadas 16 vezes apesar de serem consideradas ilegais pela Proteção Civil



Oito ambulâncias de reforço de várias corporações de bombeiros, estacionadas na sede da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) em Lisboa, foram acionadas 16 vezes durante o último fim de semana pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Segundo António Nunes, presidente da LBP, todas as ativações foram realizadas através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM para ocorrências na cidade de Lisboa e nos seus arredores. A criação desta força-tarefa foi anunciada na sexta-feira pela LBP como uma medida para reforçar o socorro pré-hospitalar, na sequência de três mortes ocorridas em dias anteriores que foram atribuídas a alegados atrasos no socorro, por falta de ambulâncias ou por estas estarem retidas nos hospitais.
No entanto, a iniciativa gerou controvérsia.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) anunciou no domingo a abertura de um processo de averiguações, considerando a operação ilegal.
Em resposta, o presidente da LBP, António Nunes, rejeitou a acusação, classificando a perceção da ANEPC como "completamente errada". Nunes solicitou uma reunião com a ANEPC para esclarecer a situação, agendada para a tarde de segunda-feira na sede da Autoridade, em Carnaxide.
Durante a manhã, o presidente da ANEPC esteve reunido com o presidente do INEM, que não prestou declarações à comunicação social no final do encontro.






















