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André Pestana critica financiamento da saúde privada e PS propõe programa para altas sociais

A saúde em Portugal é um tema central no debate político, com o candidato presidencial André Pestana a criticar o financiamento do setor privado e o Partido Socialista a propor soluções para as altas sociais.
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O candidato presidencial André Pestana defendeu, em Coimbra, que a solução para os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passa por cortar a transferência de fundos para o setor privado. Segundo Pestana, cerca de metade do orçamento anual do SNS, que totaliza 17 mil milhões de euros, é canalizado para grupos privados, e esse montante deveria ser investido na valorização das carreiras dos profissionais do setor público e no reforço de meios, como a aquisição de ambulâncias. A este propósito, o candidato referiu-se ao recente anúncio do primeiro-ministro sobre a compra de 275 viaturas para o INEM, uma medida que o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, lembrou ter sido iniciada pelo anterior governo socialista em 2023. Pestana criticou a lentidão do Estado em responder a problemas sociais concretos, como na saúde, educação ou justiça, contrastando-a com a rapidez com que se encontraram fundos para os bancos em 2008 ou para a indústria do armamento em 2024. O candidato associou esta lentidão a consequências graves, como as recentes mortes alegadamente devido a atrasos no socorro do INEM, afirmando que são estas as questões que preocupam os portugueses.

Paralelamente, o Partido Socialista, pela voz de José Luís Carneiro, apresentou em Gondomar a proposta do programa "Voltar a casa", que visa dar resposta às mais de 2.800 pessoas que, tendo alta clínica, permanecem internadas nos hospitais por falta de vaga na rede de cuidados continuados ou apoio social. Este programa, que retoma uma iniciativa de 2023, foi trabalhado em colaboração com a Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIS) e procura criar respostas diferenciadas para as necessidades de cada utente.

O padre Lino Maia, presidente da CNIS, explicou que os doentes podem ser encaminhados para cuidados continuados, Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) ou outras soluções adequadas.

A implementação do programa, além de libertar camas hospitalares, cujo custo é elevado, visa, acima de tudo, preservar a dignidade dos utentes.

O PS apelou ao Governo e aos restantes partidos para que aprovem o projeto de lei, esperando obter unanimidade.

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