Angola e Cabo Verde passam a necessitar de caução para vistos dos EUA



A partir de 21 de janeiro de 2026, os cidadãos de Angola e Cabo Verde que solicitem vistos de negócios ou turismo (B1/B2) para os Estados Unidos da América (EUA) terão de prestar uma caução que pode atingir os 15.000 dólares (cerca de 12.800 euros). A medida foi anunciada pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, e insere-se numa política de endurecimento dos requisitos de entrada no país.
O montante exato da caução, que pode variar entre 5.000 e 15.000 dólares, será determinado por um funcionário consular durante a entrevista para o visto.
Segundo as autoridades, o valor será reembolsado caso o visto seja recusado ou se o titular cumprir todas as condições da sua estadia e abandonar os EUA antes do termo do período autorizado. O pagamento da caução, no entanto, não garante a concessão do visto, e os vistos B1/B2 que já foram emitidos mantêm-se válidos.
Com esta atualização, Angola e Cabo Verde juntam-se a uma lista de 38 países sujeitos a esta exigência. A lista já incluía outros países africanos de língua oficial portuguesa, como a Guiné-Bissau, desde 1 de janeiro de 2026, e São Tomé e Príncipe, desde 23 de outubro de 2025.
As autoridades norte-americanas defendem que a medida é eficaz para garantir que os cidadãos dos países visados não permanecem nos EUA para além do prazo permitido pelo visto. Para Cabo Verde, a medida tem um impacto particular, dado que os EUA são um dos principais destinos da sua diáspora. As remessas dos emigrantes são um pilar da economia cabo-verdiana, tendo atingido um recorde de 278 milhões de euros em 2024, com cerca de um terço desse valor a provir dos EUA.
Adicionalmente, a seleção nacional de futebol do arquipélago tem prevista a sua primeira participação num Campeonato do Mundo, que se realizará em solo norte-americano.












