António Costa afirma que a Gronelândia pertence ao seu povo e garante o apoio da União Europeia



Num discurso em Nicósia, durante o arranque da presidência cipriota do Conselho da UE, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou que “a Gronelândia pertence ao seu povo” e que nenhuma decisão sobre o território pode ser tomada sem o consentimento da própria Gronelândia ou da Dinamarca. Costa assegurou que ambos contam com “todo o apoio e solidariedade da UE”, que continuará a defender o direito internacional e o multilateralismo. As declarações surgem em resposta ao anúncio da Casa Branca de que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a “considerar ativamente” a compra da Gronelândia. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que “todas as opções estão em cima da mesa”, incluindo a militar.
A administração norte-americana justifica o seu interesse com a necessidade de reforçar o controlo estratégico sobre a região do Ártico para conter o avanço da China e da Rússia.
Esta posição norte-americana gerou reações na Europa.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque a um membro da NATO representaria “o fim” da ordem de segurança internacional do pós-guerra.
Vários outros líderes europeus reiteraram o seu apoio a Copenhaga, sublinhando que o futuro da Gronelândia deve ser decidido pelo seu povo e pela Dinamarca.
António Costa aproveitou a ocasião para reforçar os valores da União Europeia, utilizando o exemplo da “história de ocupação e divisão de Chipre” para salientar a importância do direito internacional para a paz. Afirmou que a UE não pode aceitar violações do direito internacional, seja em Chipre, na Gronelândia, na Ucrânia ou em Gaza, e reiterou o apoio “incondicional” da UE à Ucrânia como uma defesa dos princípios da Carta das Nações Unidas.














