Candidatos presidenciais criticam resposta do Governo à crise na saúde de emergência



A crise no Serviço Nacional de Saúde (SNS), evidenciada pela morte de três pessoas por alegados atrasos na assistência pré-hospitalar, motivou uma resposta do primeiro-ministro, Luís Montenegro. Durante um debate quinzenal, Montenegro anunciou a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros, e expressou condolências às famílias das vítimas, afirmando ainda que a capacidade de resposta na saúde está hoje melhor do que há um ano.
O candidato presidencial apoiado pelo PS, António José Seguro, reagiu criticamente ao anúncio, afirmando que a medida "já não salva nenhuma das mortes que aconteceram".
Durante uma arruada em Évora, Seguro apelou a "planeamento e racionalidade", descrevendo a situação como "indigna de um país europeu".
Recusando-se a fazer "jogo partidário" e a comentar a continuidade da ministra da Saúde, o candidato sublinhou que a sua preocupação é exigir soluções ao Governo e assegurou que, se for eleito, a sua primeira conversa com o primeiro-ministro será sobre a saúde.
Também o candidato apoiado pelo PCP e PEV, António Filipe, considerou a situação "absolutamente dramática" e defendeu que os casos devem ser investigados e apuradas responsabilidades.
Classificou as declarações de Montenegro sobre a melhoria da resposta como uma "falta de noção", sustentando que é "inquestionável que a situação se está a degradar". António Filipe acusou os governos de seguirem uma estratégia para "degradar o SNS" em benefício do setor privado e defendeu que o problema é suficientemente grave para justificar uma intervenção do Presidente da República junto do primeiro-ministro. As críticas surgem em plena campanha para as eleições presidenciais, marcadas para 18 de janeiro. As mortes que espoletaram o debate ocorreram no Seixal, em Tavira e na Quinta do Conde.



















