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E-Redes classifica como excelente a recuperação após o apagão de 2025 e detalha a dependência da REN

O presidente da E-Redes defendeu no parlamento a atuação da empresa durante o apagão de 28 de abril de 2025, classificando a recuperação como "excelente" e explicando que o ritmo da reposição esteve sempre condicionado pelas autorizações da REN.
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O presidente do Conselho de Administração da E-Redes, José Ferrari Careto, considerou numa audição parlamentar que a recuperação do sistema elétrico após o apagão de 28 de abril de 2025 foi “excelente”.

Segundo o responsável, apesar do corte generalizado que afetou todo o território continental por volta das 11h30, foi possível restabelecer a eletricidade a 95% dos clientes até ao final desse mesmo dia.

Perante o grupo de trabalho da Comissão de Ambiente e Energia, Careto explicou que a E-Redes não teve responsabilidade na origem do incidente, que terá ocorrido a montante, e que o processo de reposição dependeu inteiramente da Rede Elétrica Nacional (REN). A recuperação foi feita de forma faseada, à medida que o operador da rede de transporte autorizava o aumento progressivo da carga.

“A REN ia-nos dizendo: podem ligar mais ‘x’ megawatts de consumo”, relatou, sublinhando que o ritmo esteve sempre condicionado pela estabilidade do sistema.

A recuperação começou por volta das 16h00, mas só ganhou maior intensidade a partir das 21h00.

A primeira tentativa de reposição ocorreu às 14h45, a partir da central de Castelo de Bode, por reunir as condições técnicas adequadas. O fornecimento chegou ao Porto às 19h25 e a Lisboa às 20h12, sendo a reposição total concluída por volta das 03h00 da madrugada de 29 de abril.

Careto admitiu que, apesar da “excelente recuperação”, há “lições a aprender” com este acontecimento raro.

Entretanto, um grupo de peritos da Rede Europeia de Operadores de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E) apontou como causa mais provável um aumento de tensão em cascata no sul de Espanha, que terá levado à separação elétrica da Península Ibérica do resto da Europa.

O presidente executivo da REN já tinha admitido não ser possível garantir que não ocorram novos apagões.

O relatório final sobre o incidente deverá ser publicado no primeiro trimestre de 2026.

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