Sindicatos da PSP e da CGTP avançam com protestos contra o Governo



A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) anunciou uma série de protestos contra o Governo, acusando-o de não cumprir o acordo de valorização de carreiras celebrado em julho de 2024. A organização sindical, que já tinha abandonado as negociações em novembro, agendou uma concentração para 29 de janeiro junto ao Aeroporto de Lisboa. Estão também previstas ações em diversos comandos em fevereiro para expor as debilidades e as más condições de trabalho, uma concentração durante um Conselho de Ministros e a presença de polícias nas galerias da Assembleia da República. A ASPP/PSP acusa o executivo de "falta de seriedade", desvalorização salarial, bloqueio das pré-aposentações e corte de folgas, afirmando que só regressará às negociações se o Governo apresentar uma proposta concreta que cumpra o acordado.
Paralelamente, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) intensificou a sua luta contra as propostas de alteração à lei laboral do Governo.
Milhares de pessoas manifestaram-se em Lisboa, numa marcha que culminou com a entrega de um abaixo-assinado com mais de 190 mil assinaturas na residência oficial do primeiro-ministro para "derrotar o pacote laboral". A manifestação contou com a presença de líderes partidários da esquerda e candidatos presidenciais, que se uniram na contestação.
A proposta governamental, designada "Trabalho XXI", é descrita pelos sindicatos como "um ataque" aos direitos dos trabalhadores, enquanto as confederações empresariais a aplaudiram.
A CGTP, acusada pela ministra do Trabalho de se ter autoexcluído das negociações, refuta, afirmando que foi o Governo que se "autoexcluiu dos direitos de cinco milhões de trabalhadores". Partidos como o PCP, Bloco de Esquerda e Livre criticaram as medidas, considerando que estas diminuem salários, eternizam a precariedade e que o Governo demonstra um "desligamento da realidade".
A contestação a este pacote laboral já tinha motivado uma greve geral conjunta da CGTP e da UGT em dezembro de 2025.



















