Ataques israelitas com drones continuam a causar mortos em Gaza apesar do cessar-fogo



Um recente ataque israelita com um drone no bairro de Batn al-Samin, a sul de Khan Younis, no sul de Gaza, causou três mortos e uma mulher ferida.
O Exército israelita afirmou num comunicado que as vítimas mortais eram três militantes armados que se aproximaram das suas tropas, tendo sido encontradas armas e equipamento militar na área após o ataque.
Este incidente ocorre apesar do acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro.
Desde o início da trégua, a violência não cessou, com um balanço trágico para a população civil, especialmente para as crianças.
Segundo James Elder, porta-voz da UNICEF, mais de 100 crianças foram mortas em Gaza desde o cessar-fogo, o que equivale a, aproximadamente, uma criança por dia.
As causas de morte incluem ataques aéreos, ataques com drones, tiros de tanques e munições reais.
Além disso, sete crianças morreram de hipotermia desde o início do ano. O número total de palestinianos mortos desde a trégua ascende a 442, com mais de mil feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
James Elder sublinhou que as crianças em Gaza vivem com medo constante e que o trauma psicológico permanece sem tratamento.
O responsável da UNICEF criticou também a decisão de Israel de suspender o acesso à Faixa de Gaza a 37 organizações humanitárias estrangeiras, considerando que "bloquear ONG internacionais (...) é bloquear ajuda vital".
Elder defendeu que um cessar-fogo que continua a enterrar crianças é insuficiente e questionou se o bloqueio a ONGs e jornalistas estrangeiros não visa restringir a investigação sobre o sofrimento infantil.
O cessar-fogo suspendeu uma ofensiva israelita em larga escala, iniciada em resposta ao ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos em Israel. A retaliação israelita provocou mais de 71.400 mortos e a destruição generalizada na Faixa de Gaza, onde quase 80% dos edifícios foram danificados ou destruídos, segundo dados da ONU.
As tropas israelitas, que se retiraram para a chamada Linha Amarela, ainda controlam 54% do território palestiniano.


















