
Beja: Ventura acusa primeiro-ministro de “desprezo pelo sofrimento das pessoas”



Durante um discurso em Beja, na apresentação dos candidatos autárquicos do seu partido, o líder do Chega, André Ventura, criticou veementemente o primeiro-ministro, Luís Montenegro, pela sua gestão dos incêndios florestais. Ventura acusou o chefe do Governo de não saber “ser líder, nem dar a cara, nem ser primeiro-ministro”, defendendo a sua rápida substituição no cargo.
A crítica de Ventura centrou-se na afirmação de Montenegro, feita num debate parlamentar, de que esteve “sempre ao leme” durante a crise dos fogos. O líder do Chega contrapôs, afirmando que estar ao leme não é estar “no Pontal enquanto o país está a arder” ou “fechado em Lisboa enquanto os portugueses estão a sofrer e não têm meios”, referindo-se especificamente à falta de meios aéreos para combater as chamas.
O presidente do Chega acusou ainda o primeiro-ministro de ter uma atitude de “arrogância e altivez”, tratando as pessoas e as situações com “desprezo pelo sofrimento”. Descreveu Montenegro como um “político de elite, fechado no seu condomínio”, que não reconhece as falhas do Estado no combate aos incêndios.
Segundo Ventura, o Estado falhou ao não estar presente para os cidadãos, apesar dos impostos que estes pagam. Em contraste, afirmou que “o Chega assume que o Estado falhou” e promete “fazer melhor”. Manifestando-se “farto de ver o país a arder”, Ventura lamentou que a situação se repita há décadas sem que nada mude. Prometeu que o seu partido irá “obrigar a que se investigue até ao fim” para apurar “quem é que está a lucrar” com os incêndios.
No final do evento, André Ventura não prestou declarações aos jornalistas.
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