Vinte e cinco bombeiros de Areosa e Rio Tinto pedem passagem à reserva por discordarem do comandante



A Associação Humanitária dos Bombeiros de Areosa/Rio Tinto atravessa a mais grave crise operacional dos últimos anos, depois de 25 dos seus 68 bombeiros operacionais terem solicitado a passagem para o quadro de reserva. A decisão, tomada a 28 de dezembro e formalizada a 2 de janeiro de 2026, representa uma perda imediata de 37% do efetivo ativo da corporação, colocando em causa a sua capacidade de resposta.
Na origem do descontentamento está a discordância com o comandante, Marco Martins.
Segundo um comunicado dos voluntários, esta medida drástica surge na sequência de um protesto anterior, ocorrido a 22 de dezembro, no qual os bombeiros colocaram simbolicamente os capacetes no chão, ação que não terá motivado qualquer reação por parte do comando.
Além dos 25 voluntários que pediram para passar à reserva, é referido que, desde a nomeação do atual comandante, outros 10 bombeiros funcionários da associação já se demitiram pelo mesmo motivo.
Os bombeiros demissionários, descritos como profissionais com muitos anos de experiência e valência técnica, alertam para as consequências desta saída em massa.
Consideram que a perda significativa de recursos humanos causa “danos irreparáveis” e coloca “sérios constrangimentos nos compromissos diários”, nomeadamente na capacidade de socorro às populações de Rio Tinto e de Baguim do Monte.
Responsabilizam diretamente o comandante pela manutenção do bom funcionamento operacional da corporação.
Apesar da situação, que os próprios descrevem como “limite”, os voluntários garantem que não pretendem parar o socorro, mas sim reivindicar “dignidade na tarefa que desempenham”. Em contrapartida, a direção da associação assegurou que o socorro à população está garantido.
Não foi possível obter uma reação do comandante Marco Martins.














