Catarina Martins inicia campanha presidencial com críticas aos candidatos do centro



A candidata presidencial Catarina Martins deu início à sua campanha com uma visita à feira semanal de Canidelo, em Vila Nova de Gaia, onde, entre abraços e críticas, se apresentou como uma futura “guardiã do equilíbrio”. Mais tarde, numa sessão pública no Coliseu do Porto, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda centrou o seu discurso na necessidade de coragem para defender valores como a paz, a igualdade e melhores condições de vida, afirmando que essa bravura não se encontra nos seus adversários do centro. Durante o seu discurso de cerca de 20 minutos, Martins questionou se “algum dos candidatos do centro terá a coragem de propor um debate novo” para resolver os problemas do país, como os baixos salários e a crise na habitação, nomeando especificamente Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes e António José Seguro. Apresentou-se como a candidata que defende valores em vez de “negócios de ocasião” e que se propõe a quebrar “a bolha da solidão” através do cuidado e da solidariedade, insistindo na importância de criticar as falhas do Estado para o melhorar. A candidata abordou também temas como a crise no Serviço Nacional de Saúde e na escola pública, a precariedade e a necessidade de Portugal se afirmar no contexto internacional contra o imperialismo.
Revelou inspirar-se em Maria de Lourdes Pintasilgo, candidata presidencial em 1986, para sublinhar que “uma mulher pode ser Presidente”. A sessão no Porto contou com a participação da ativista Paula Cosme Pinto, que a descreveu como “a mulher certa para o cargo”, e do sociólogo João Teixeira Lopes, que vê em Catarina Martins a representante “da República viva e da esperança”.

















