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Centro de Medicina de Reprodução do Hospital São João duplica produção e prepara-se para internacionalização

O Centro de Responsabilidade Integrada em Medicina de Reprodução do Hospital de São João, no Porto, duplicou a sua capacidade de resposta em apenas três anos e, após uma modernização significativa, prepara-se para receber casais de outros países.
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Criado em 2023, o Centro de Responsabilidade Integrada em Medicina de Reprodução (CRI-MR) do Hospital de São João, no Porto, alcançou um crescimento notável, duplicando a sua produção e reduzindo drasticamente as listas de espera. O centro mudou-se recentemente para novas instalações no piso 5 da Ala Pediátrica, que deverão ser inauguradas oficialmente dentro de cinco semanas, embora a transferência de utentes e equipas já esteja concluída. A modernização representou um investimento de cerca de dois milhões de euros, sendo 1,5 milhões provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e meio milhão de fundos próprios do hospital. O espaço foi ampliado de 300 para 650 metros quadrados e dotado de características inovadoras, como um piso de material natural que não prejudica os embriões, ao contrário do vinil.

Além disso, o novo centro integra no mesmo local valências como psicologia, genética e nutrição, contando com uma equipa de aproximadamente 20 profissionais.

Esta transformação teve um impacto direto na vida dos utentes.

O tempo de espera para tratamentos, que podia ultrapassar um ano, foi praticamente eliminado.

Atualmente, 95% dos doentes são atendidos dentro do Tempo Máximo de Resposta Garantido, um aumento expressivo face aos 6% registados há três anos.

Casais como Lara e Armando Dauer, que iniciaram o processo de fertilização in vitro (FIV), testemunham a celeridade do serviço, tendo sido chamados para tratamento poucos meses após a primeira consulta. O CRI-MR do São João é o único centro do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a realizar tratamentos de segunda linha, como o diagnóstico genético pré-implantação (PGT), que permite a casais com doenças genéticas, como a paramiloidose ou a doença de Machado-Joseph, evitar a sua transmissão. Este serviço atrai utentes de todo o país, incluindo as ilhas.

Cumpridos os objetivos de duplicar a produção e obter novas instalações, o centro foca-se agora na internacionalização, prevendo começar a receber casais estrangeiros ainda no primeiro semestre de 2026.

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